Esperar as flores

Mais uma Copa se foi. A esperança era de Hexa, de quebra de tabu. Mas não aconteceu. O Brasil nos encheu de esperança, muito pela força e pela história da sua camisa. São 5 taças levantadas no passado, o que nos leva a ter apenas lembranças. Ficamos de 1970 a 1994 sem vencer. Estávamos de 2002 a 2026, o mesmo período de 24 anos. Agora vamos pra 28 sem gritar é campeão.

Mas quem são os culpados? Primeiro, nada contra o técnico Carlo Ancelotti. Fez a parte dele. Desenhou um grupo, um selecionado. Foi competitivo. Porém, um erro foi cometido pela CBF: renovar com ele antes da Copa. Como fica agora a credibilidade do treinador italiano após mais um insucesso? Fica a pergunta.

Carlo Ancelotti e Rodrigo Caetano – Foto: Rafael Ribeiro/CBF

Vini Junior, com todos os defeitos apontados pelos críticos, ainda foi a melhor peça da Seleção. Autor de 4 gols, chamou a responsabilidade pra si em vários jogos. E deveria ter feito o mesmo naquele pênalti diante da Noruega que Bruno Guimarães desperdiçou, mesmo com os dados internos de aproveitamento que respaldavam o atleta que atua no futebol inglês para bater. Faltou coragem, Vini. Mas 2030 te espera de novo.

Vamos falar de Neymar. Incontestável a sua carreira. Inquestionável sua convocação, pois muitos foram à Copa por questões comerciais e para abrilhantar o espetáculo. Mas a expectativa criada em cima do Menino Ney foi por água abaixo. Pouco fez em campo nas poucas vezes que atuou. O gol de pênalti no finalzinho contra a Noruega mostrou despreparo. Pega a bola, esquece o goleiro e vamos tentar o empate. Zombar do adversário foi muito aquém do profissionalismo que se precisa. No final das contas, ainda tivemos uma posse de bola que não se converteu em jogada concreta. No mais, que Neymar encerre no Santos bem. Na Seleção, virou a página sem tanto sucesso.

Por fim, aguardar os amistosos em setembro, mês da Primavera. Na estação das flores, uma nova seleção está por vir. Novas lideranças, nova esperança. Ano que vem tem a Copa América e o início das eliminatórias que serão com menos seleções. O Brasil precisa voltar a levantar taça antes mesmo de 2030.

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