SAF muda a forma do torcedor romântico enxergar o futebol

Por Jorge Jr.

A era da SAF (Sociedade Anônima do Futebol) no futebol brasileiro é real e não tem mais volta. As aprovações feitas pelos conselhos deliberativos de Avaí e Figueirense, referendadas por torcedores, evidenciam que o momento é outro e que as gestões associativas e apaixonadas não terão mais espaço.

Os clubes com presidentes que possuíam negócios na cidade, com pessoas que muitas vezes se conhecia da infância ou por amigos em comum, agora darão espaço para CEO, CFO ou outras nomenclaturas abreviadas do inglês.

É inegável que o esporte vive o seu processo mais aprofundado de profissionalização, que a busca por receitas e gestões saudáveis é uma verdadeira necessidade. Os números atuais são milionários, seja de receita ou de dívida gerada, via de regra, no último período das gestões ‘caseiras’.

No entanto, isso também gera a impessoalidade, a ausência de empatia e a desconfiança sobretudo dos mais antigos. A vinda de profissionais de fora, mesmo Florianópolis sendo uma cidade que acolhe a todos, gera essa ruptura cultural com o passado.

O torcedor romântico, especialmente na Capital, tende a ficar deslocado dentro desse processo. Aquele que conheceu a Costeirinha, na Ressacada, e a Coloninha, no Scarpelli, dificilmente vai ter identificação com o modelo da SAF.

Agora, o amor e a paixão pelo clube, por mais difícil que seja para alguns, não muda. A torcida ainda é, e sempre será, para que toda semana tenha vitória dentro de campo, que o próximo acesso e permanência aconteça e que as novas gerações amem as equipes como os românticos do futebol.

Veja também

A Inteligência Arficial pode produzir laudos periciais?

Eleições 2026: confira as datas do primeiro e do segundo turno