Entrevista Osvaldo Schmidt

A entrevista deste domingo é com o funcionário público aposentado da Caixa Econômica Federal, Osvaldo Schmidt, de 62 anos. Praticante da caminhada, ele tem paixão também por outro esporte: o futebol. 

E desde 2001 criou o hábito de ir a pé da sua casa, no Balneário do Estreito, até a Ressacada ver o Avaí, seu time do coração. Já foram 251 caminhadas de cerca de 15 km até o estádio no Sul da Ilha. Na volta, Osvaldo recorre aos amigos. E no meio tempo, entre a caminhada e a carona de volta, ele torce e toma a sua cerveja para relaxar.

Confira o bate-papo com ele que é casado há 36 anos, pai de 2 filhas e ainda tem o hobby de cultivar orquídeas nas horas vagas.

1- Como surgiu a paixão pelas Caminhadas?

Uns cinco anos antes de me aposentar, comecei a pensar em algo bom para fazer depois da
aposentadoria. Iniciei as caminhadas aos poucos, de 3 a 4 km por dia. No dia seguinte doía tudo. Fui persistindo e aumentando os quilômetros, tendo hoje a capacidade física de andar de 40 a 50 km por dia, sem problemas.

2 - De onde veio a idéia de ir aos jogos a pé?

Há uns 17 anos, não me recordo exatamente o ano, em uma sexta-feira, no almoço, falei para a Neusa, minha esposa, que gostaria de ir ao jogo do Avaí, pela Série B, naquela noite, mas não tinha paciência para enfrentar as enormes filas que se formavam, pois ainda não existia a Via Expressa Sul naquela época. Então ela falou - Por que não vais a pé?  Falei - que excelente idéia, não tinha pensado nesta possibilidade. Irei hoje ao jogo a pé. Então ela disse - estás maluco, falei só de brincadeira. Foi nesse dia que começaram minhas idas a pé, do Balneário do Estreito, onde moro, até a Ressacada. Até hoje foram 251 jogos a pé.

3- Qual a sensação e que situações são enfrentadas no Caminho?

Para mim, caminhar traz uma sensação de Liberdade e de Paz. As situações enfrentadas são muitas, como no início das caminhadas, passavam os amigos e conhecidos de carro e paravam para oferecer carona. Sempre agradecia, mas recusava a carona. Atualmente nem param mais, só dão uma buzinada.

4- Pelo mundo, em suas caminhadas, o que lhe chamou a atenção?

Faço todos os anos o Caminho de Santiago de Compostela, na Espanha. Este ano foi a décima-primeira vez que cruzei esse Caminho e o que me chama muito a atenção é a quantidade de pessoas, dos mais diversos países do mundo peregrinando por lá. Desde jovens até pessoas mais experientes, com mais de 80 anos.

5- Qual o bem da caminhada?

Como já falei acima, para mim, proporciona uma enorme sensação de Liberdade e de Paz, aliado ao fato dos enormes benefícios à saúde.

6- Por fim, qual o recado para quem quer começar a caminhar?

Excelente pergunta. Para os iniciantes a primeira dica é persistência. Não desista na primeira dor muscular sentida. Vá em frente, com calma, começando com pequenas caminhadas e ampliando aos poucos. Posso garantir que os benefícios serão enormes, tanto para a saúde quanto para a “cuca”.








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