Entrevista com Rony Costa

O nosso entrevistado deste domingo é um cidadão do bem. Apaixonado pela fotografia, ele circula pela rua e registra o que lhe vem à mente. Mas quando o assunto é carnaval, o espírito profissional e detalhista entre em cena.

Estamos falando do carioca Rony Costa, 51 anos, radicado em Floripa desde a década de 80. Com diversos serviços prestados ao Fotojornalismo, à Reportagem Social e à gastronomia, Rony é o cara que faz diferente quando a pauta é ensaio e desfile de escolas de samba, protagonizando o que mais se espera nas imagens: a expressão do ser humano.

Mas antes do bate-papo, fiquem com uma célebre frase do entrevistado que começou a registrar os espetáculos das agremiações em 1987 no último ano da era avenida Paulo Fontes:

“A fotografia transforma vidas. Faz o homem se redescobrir. Ela nos faz viajar por mundos que as pessoas comuns não compreendem. Fotografar vai além do simples viver.”

1- O que mais lhe motiva na arte de fotografar?

Saber que deixarei registrado a história das pessoas, das cidades e de lugares desconhecidos por muitos através das minhas fotografias.

2- O Carnaval é uma das áreas que você mais gosta. É uma questão de identidade?

O carnaval na avenida me fascina sim. Quando estou fotografando os desfiles das escolas, eu me concentro de tal maneira que quase não olho para os lados. Fico sempre imaginando como farei a próxima captação de imagem. Observo a luz, os movimentos e as expressões das pessoas. E tento capturar os sentimentos de cada um.

3- Que histórias marcaram a sua trajetória na avenida?

Não tenho uma história específica que me marcou na avenida. Ali são 22 anos de histórias. Já vi muitos sorrisos e muitas lágrimas. Na avenida cada escola e componentes tem suas histórias. As pessoas se entregam de corpo e alma para que tudo saia perfeito.

4- O que é preciso pra fazer um grande registro fotográfico?

Para se fazer um bom registro fotográfico, o principal é amar o que se faz. É estudar bastante a fotografia. Tem que ter dedicação e acima de tudo ter humildade para sempre estar procurando aprender que nunca sabemos tudo. E cada fotografia é um novo aprendizado.

5- As suas imagens nos ensaios e desfiles mostram expressão, alegria e sentimentos. Como se explica isso?

A fotografia é feita antes de tudo de sentimentos. O fotógrafo tem que ter a sensibilidade de observar as pessoas no dia a dia. Isso nos faz andar sempre com o olhar atento. E a câmera fotográfica não é nada mais do que uma extensão dos nossos olhos. Ela só tem a função de registrar aquilo que vemos.

6- Por fim, você pretende encerrar a carreira logo? Tem um sucessor já?

 Pretendo encerrar a fotografia de carnaval quando eu fizer 25 anos de avenida. A minha intenção era parar esse ano. Mas devido a um convite de um amigo que me contratou e pediu pra eu fazer a cobertura dos desfiles, resolvi ficar. E quem fica 22 pode ficar 25 se assim Deus me permitir. Porque nada acontece sem que ele permita. E em relação a um sucessor, eu particularmente não tenho nenhum. Mas tem muitos bons fotógrafos aí que podem fazer um bom trabalho também. 






















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