A resistência
Falar de Os Protegidos da Princesa é pontuar a história do Carnaval. A mais antiga escola de samba em atividade e mais vezes campeã (26 títulos) desce o morro literalmente. E com a presença de várias gerações.
O enredo “14 de Maio: o dia que ainda não acabou! Minha alma resiste e meu corpo é de luta!" é mais que uma forma de gritar e resistir. É a expressão maior de uma agremiação que lutou, venceu e representa o povo do quilombo e do nosso Maciço.
Do ponto de vista de quesitos, muitas novidades em 2026 e missões cumpridas. Daniel Aranha, de volta à Praça XV, comandou bem a bateria que veio ao seu estilo, com uma batida mais pesada, lembrando o passado.
Julia Gomes sucedeu bem a tia Patrícia Gomes conduzindo o pavilhão ao lado de Lincoln Carmindo. Mas o grande destaque da escola foi sem dúvida a comissão de frente. Amanda Gonzaga, a estreante como coreógrafa na escola, mostrou ao público a raça e simbologia do trabalho do segmento para 2026. Foi bonito e emocionante de ver a expressão e fibra dos componentes. Algo marcante e que deu a letra do que virá em fevereiro na Nego Quirido.
Fotos: Andrey Kovski



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